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26 de Setembro de 2015, 0:11 , por Sanzio Gomes Godinho - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

O círculo virtuoso do open source

18 de Março de 2016, 2:51, por Sanzio Godinho

Por Boris Kuszka

 

Contribuição é a palavra chave para o desenvolvimento e inovação em todas as esferas de trabalho.  Em meu artigo anterior, o Futuro já começou, quis explorar como a chamada Internet das Coisas, ou Internet of Things- IoT, faz parte de nossa realidade justamente por conta da colaboração conjunta entre as comunidades de tecnologia. Padrões abertos permitem evoluções rápidas, sinais de tempos modernos e fim da era do lock-in. O mercado nos mostra que não existe mais espaço para adquirir tecnologias que, de certa forma, te amarram ao fabricante. Uma tecnologia aberta permite um progresso mais rápido. Este é o lema de um projeto chamado E-nable, que define muito bem como funciona o open source. Tudo começou com uma postagem de um americano, Jon Schull, para mapear voluntários que ajudassem um garoto da África do Sul sem uma de suas mãos. Pessoas de diversos continentes auxiliaram compartilhando suas pesquisas e conhecimentos individuais, possibilitando o desenvolvimento de um braço mecânico perfeito ao menino. Assim foi criada a E-nable que funciona apenas com voluntários que desenvolvem projetos de próteses 3D, que podem ser construídos através de impressoras 3D, e são posteriormente doadas às crianças que nasceram sem dedos ou mãos. Para se ter uma ideia de como a tecnologia colaborativa evoluiu, muitos funcionários de nossa empresa, a Red Hat, fazem parte da plataforma GitHub, que possui milhões de projetos disponíveis na rede para serem compartilhados, evoluídos, testados e aprovados para quem quiser utilizar gratuitamente. A colaboração da comunidade é preciosa no sentido de tornar as soluções ágeis, implementando ainda mais serviços e em diversos setores. Anos atrás, num artigo publicado aqui no portal Canaltech, eu já havia mencionado a aceleração da inovação através do mapeamento do genoma humano. Outro exemplo prático foi o desenvolvimento da tecnologia de containers. No mundo de processamento em nuvem (Cloud Computing), um aplicativo deve ser desenvolvido em pequenos pedaços (microserviços), que se encaixam perfeitamente no conceito de containers: isolamento de parte do sistema operacional, seguros e escaláveis, extremamente leves que podem rodar em qualquer local: em um servidor interno, na sua nuvem privada ou em uma (ou várias) nuvens públicas. Antigamente, os datacenters precisavam ser enormes devido à presença de diversas máquinas físicas para o processamento de dados. Hoje, com a evolução da tecnologia open source, com foco em segurança, contamos com sistemas operacionais extremamente enxutos, caso do RHEL Atomic, o que permite a utilização de servidores padrão de indústria, menores, racionalizando o uso do datacenter sem se prender a nenhum fabricante de hardware. Ganha-se, portanto, mais espaço de processamento por conta da leveza e maior escalabilidade, por conta da modernidade do aplicativo. Qual a vantagem? Ao invés da empresa possuir um software com várias máquinas virtuais, ela contará com um sistema operacional enxuto, o RHEL Atomic, e containers para conseguir rodar o aplicativo em qualquer lugar. Como ele é leve, é possível colocar muito mais aplicativos numa mesma infraestrutura. Isto que chamamos de evolução. Tornar estes padrões públicos possibilitam as mais variadas utilizações, seja na rotina pessoal, quanto em empresas, reduzindo custos e alcançando um leque maior de interoperabilidades.

Matéria completa:

http://corporate.canaltech.com.br/coluna/software/o-circulo-virtuoso-do-open-source/

 



FISL17 no rumo certo!

17 de Novembro de 2015, 10:31, por Sanzio Godinho

Esta semana foram publicados os novos adesivos do #FISL17. E entre um Darth Vader chifrudo e um cérebro eletrônico está o mais lindo deles: um GNU vazado contendo a fauna de ícones dos principais projetos de Software Livre. O recado é claro e evidente: #maisGNU. Mas um olhar mais aguçado perceberá que dois símbolos muito importantes não estão mais ali.

Faz alguns anos estamos explicando para o ativismo do Software Livre que temos sério problemas em nossa comunidade e em nosso movimento. Projetos, eventos e ativistas antigos e respeitados vem se distanciando gradativamente do conceito ideológico, social e revolucionário do Software Livre. Em alguns casos esse distanciamento é feito de forma pensada, pois as pessoas tem o direito de mudar de opinião. Em outros casos trata-se do “comportamento de manada”: quando as pessoas percebem que muitos fazem algo, então elas assumem prontamente, que esse algo é correto e passam a repetir a ação sem avaliar mais profundamente.

Projetos como o Kernel Linux tem se aproveitado desse expediente para tornar seu nome e ícone – o Tux – sinônimos de sistema operacional em Software Livre. E isso não seria nada além de uma tremenda injustiça com o GNU, se não fosse um golpe levado a cabo de forma premeditada: o kernel linux vem sendo recheado com softwares não livres desde 1994. É claro que podemos buscar todas as desculpas imagináveis, mas nada muda o fato de que o kernel linux não deveria mais ser classificado como Software Livre graças a quantidade massiva de softwares privativos contidos nele. Então usar a palavra Linux ou o simpático pinguim – o Tux – como símbolos de liberdade é enganação pura e deve ser evitado. É claro que isso foi sendo feito paulatinamente, então enquanto o “comportamento de manada” foi massificando que o Tux simboliza o Software Livre, o linux foi embutindo mais e mais software não livre.

Em outro nível não é a inserção marota de software não livre, mas a inserção de Software Livre malicioso. É estranho isso, mas a Canonical criou uma nova modalidade de software espião: o spyware livre ou “openspy”. Eles inseriram um aplicativo que vem ativado por padrão no Ubuntu que coleta dados do seu ambiente de trabalho e de pesquisas feitas localmente e manda os dados para empresas de terceiros. Isso sem o conhecimento do usuário. É claro que em se tratando de Software Livre, pode-se auditar o spyware, desinstalar o spyware e até mesmo distribuí-lo livremente se você quiser. Quando expostos a Canonical e sua equipe disseram que isso não era nada demais, que todos faziam isso, que era um comportamento normal de mercado. Parece que de uma hora para outra ter o logotipo vinculado fortemente ao Software Livre e seus princípios, não tinha mais a menor importância.

Muitos dirão que a distância entre o Ubuntu e as demais distribuições que distribuem o kernel linux cheio de softwares não livres é mínima e que há algo de pessoal na oposição a Canonical, mas isso será apenas uma tentativa de minimizar o problema. O movimento #semUbuntu também é o #maisGNU e focamos no Ubuntu por se tratar do maior expoente desse novo modelo de fazer negócios enganando as pessoas embutindo softwares não livres onde não deveriam. Não isentamos nenhuma distribuição que façam a mesma coisa, mas distribuições comunitárias como Fedora, openSuse, CentOS e Mandriva mantêm o linux privativo por desvio ideológico, enquanto a Canonical mantém o Ubuntu infectado por decisão comercial. E há uma diferença enorme entre os dois casos. Mas isso é assunto para outro Artigo.

Então ver “linux”, “código aberto”, “tux”, “ubuntu” e “FOSS” como símbolos do Software Livre foi ficando cada vez mais comum em eventos por todo o mundo, inclusive no FISL. Mas como esses símbolos já não representam mais o Software Livre, estava na hora de fazer uma correção no rumo do uso desses símbolos. No FISL16, Alexandre Oliva e eu fizemos uma apresentação longa detalhando porque “O Tux não nos representa” e fico muito feliz em perceber que atingimos algumas mentes.

O adesivo do FISL17 ao qual me refiro não traz o logotipo do Ubuntu e substituiu com destaque o Tux pelo Freedo, o pinguim azul com toalha de banho que representa o linux-libre, distribuição livre e limpa do “sujinho” linux.

Parabéns ao FISL pela coragem em virar o timão desse gigantesco navio e apontar a proa em direção aos verdadeiros valores e símbolos do Software Livre. Mais feliz do que um GNU na savana africana no primeiro dia das chuvas de verão!

 



Texto do Anahuac: Liberdade de Escolha é o GNU!

17 de Novembro de 2015, 10:23, por Sanzio Godinho

O tempo passa e o ativismo do Software Livre vem perdendo espaço. Infelizmente uma parte grande dos velhos ativistas do Software Livre simplesmente se renderam ao mercado e suas “delícias”. Sucumbiram vergonhosamente ao argumento da Liberdade de Escolha e adotam o discurso mercadológico do Open Source, recheados de termos “entreprise”, como produtividade, maximização de resultados, desempenho de mercado, valor agregado, otimização da produção e outros, que compõem o leque dos jargões empresariais para suavizar os males que a complacência com os softwares não livres causam ao Software Livre. Software não livre não deve ser tolerado e se a Liberdade de Escolha permite escolher software não livre, então a Liberdade de Escolha não ajuda o Software Livre. Simples assim.

Novos usuários estão sendo sistematicamente enganados pelos falsos ativistas que fazem propaganda do Software Livre e suas vantagens e depois lhes entregam cópias de softwares não livres para que usem em seus computadores. O nome disso é estelionato e está tipificado como crime no Código Civil Brasileiro. No popular, é o famoso 171. “Mas é só um driver”, “só um blob”, “só uma lente de pesquisa”, dirão os salafrários. Mas a verdade fria é que estão distribuindo e propagandeando software não livre de forma consciente.

São pessoas proeminentes e conhecidas, organizadores de eventos e profissionais gabaritados.  Eles tem posições de destaque porque, um dia, contribuíram da maneira correta com o Software Livre e estão no ambiente do Software Livre há muito tempo. Eles entendiam e defendiam a ideologia do Software Livre. Por que mudaram? Por que continuam a se disfarçar como defensores do Movimento Software Livre quando não o são mais?

O Movimento Software Livre é um movimento social e político que defende a liberdade do código do software, para promover uma alteração de poder na relação dos usuários com os fornecedores de tecnologia. A liberdade do software garante poder de escolha de fornecedor, permite que o código seja auditado e fomenta a distribuição livre de conhecimento tecnológico. É claro que nesse cenário o maior poder está do lado do consumidor e por isso mesmo, o Software Livre como conceito ideológico não interessa ao “status quo”.

Perceba que em momento algum o Software Livre defende ou cogita a liberdade de escolha em si. Trata-se de uma pequena armadilha semântica muito bem explorada pelos poderes interessados em manter as pessoas sob controle. Liberdade de escolha é o momento anterior ao Software Livre. Você deve ser livre para escolher usar Software Livre ou não. Você deve ser livre para escolher usar Software Livre e não livre juntos. Você deve ser livre para escolher usar apenas softwares não livres. Mas você não pode exercer sua liberdade para enganar as pessoas, pois se o fizer, sua liberdade estará colocando a liberdade das demais em risco. É a velha máxima de que sua liberdade termina onde começa a minha.

Software Livre trata sobre liberdade de código e não sobre Liberdade de Escolha. Incutir o argumento da Liberdade de Escolha no conceito de Software Livre é um ato de ma fé. Em se tratando dos velhos ativistas, que sabem que estão reinterpretando ao seu gosto um conceito estabelecido como o Software Livre é ma fé em benefício próprio. Mas que benefício? Vou elucubrar, pois não tenho nenhuma prova material: receio de perder a credibilidade. Explico: estamos falando de pessoas com uma certa fama de defensoras do Software Livre, de especialistas em tecnologias livres e que tem uma “reputação” a zelar, mas ao mesmo tempo elas querem se inserir no mercado e ganhar $$$ sem perder a credibilidade ganha quando eram defensores arraigados do Software Livre.

Então os falsos ativistas buscam meios de lidar com suas incongruências. O método preferido tem sido deturpar o conceito de Software Livre para torná-lo mais abrangente e maleável do que é. Assim, para suavizar o discurso e permitir seus desmandos, os falsos ativistas usam a complacência da OSI – Open Source Initiative para tentar abafar a convicção ideológica do Software Livre, argumentos de mercado como a tal “Liberdade de Escolha” e acrônimos como FOSS que colocam, no mesmo saco, conceitos ideológicos diferentes. O mais interessante é que nos idos de 2003 a Microsoft usou esse mesmo argumento em escala global para pressionar os governos a não adotar o Software Livre de forma preferencial. Nos dias atuais, os velhos ativistas que em 2003 escreveram e palestraram contra esse sortilégio da Microsoft usam e abusam da mesma falácia.

Se você acha que eu estou exagerando que tal se perguntar por que os organizadores de eventos de Software Livre usam iPhones, promovem campeonatos de jogos privativos e vendem stands para empresas de software não livre? E se você encontrar uma boa desculpa para isso, então tente justificar porque os velhos e renomados ativistas de Software Livre defendem e promovem o uso de distribuições GNU/Linux recheadas de softwares não livres? E mais: que tal fazer uma autocrítica e se perguntar quando foi que você mesmo passou a achar aceitável ou desculpável que fosse distribuído um “spyware” em uma famosa distribuição GNU/Linux?

Estou absolutamente convencido de que chegou a hora dos bons começarem a fazer algo para reverter o cenário. Passamos tempo demais desculpando os excessos e permitindo o avanço do software não livre e de seus argumentos de mercado dentro da Comunidade Software Livre. Tanto que chegamos ao ponto em que os que levantam a voz em favor da liberdade são imediatamente taxados de agressivos, “xiitas”, radicais e intolerantes. Na verdade é exatamente o oposto. Estão tentando mudar o conceito social e ideológico do Software Livre e nós estamos resistindo.

Não me lembro o autor da frase “se não conseguimos defender nossa causa, então devemos mudar os defensores, não a causa”, mas fazia muito tempo que não concordava tanto com uma citação. Stallman é insubstituível, mas precisa de mais ajuda para levar a bandeira do movimento pro lado certo, ainda mais com a velha guarda que sucumbiu empurrando pro lado errado. Está na hora de a Comunidade Software Livre abrir os olhos, acordar e começar a troca da guarda!

Saudações Livres!



A liberdade do Software e a sua liberdade, são a mesma coisa?

17 de Novembro de 2015, 10:15, por Sanzio Godinho

Thiago Faria Mendonça

Salve salve turma jovial bonita! Tudo em cima? Lembrem-se: Se você é jovem ainda, jovem ainda, jovem ainda, amanhã velho será, velho será, velho será! A menos que o coração, que o coração que sente, a juventude, que nunca morrerá!

No acesso.me, volta e meia falo sobre GNU/Linux e liberdade de software. Você que caiu de para-quedas aqui, clica no GNU bonito ali em baixo e dê um visu em outros posts, hoje o que eu quero falar aqui com vocês é sobre uma diferenciação básica de liberdades que eu vejo muita gente esquecendo por ai nesse mundão de Deus e cometendo gafes horrendas por conta disso.

gerwinski-gnu-head

 

Quando você desconhece alguma coisa e começa a ser ensinado (por alguém, alguma coisa, algum lugar), você se depara sempre com a sua liberdade de escolha. Já repararam nisso? Pensa comigo:

Você é uma criança que viveu a vida inteira indo à igreja porque seus pais te obrigavam, um belo dia você começa a estudar coisas diferentes sobre religiões diferentes ou sobre a ciência que explica os fatos miraculosos que acontecem na biblia, você, que nunca antes teve acesso a esse tipo de informação agora tem em suas mãos uma liberdade incrivel! A liberdade de escolher qual caminho trilhar! O que você está conhecendo, o que você decidiu criar juntando os dois ou se abster de tudo e não trilhar mais nenhum deles! Perceba, a real liberdade de escolha do que fazer só acontece quando você adquire conhecimento de causa.

Com relação a sua posição filosofica / mercadologica / profissional / prática / emocional em essencialmente tudo na vida é assim.

Quando falamos de Software Livre a decisão de aderir ao movimento (em qualquer nivel de adesão que você acha necessário) é a mesmíssima coisa. Você nunca ouviu falar do que raios seria SL e quando adquire conhecimento sobre, você tem TODA a liberdade do mundo de decidir aderir a essa filosofia computacional/social ou não! O mesmo vale para o OSI (que, possui sim uma filosofia atrelada a iniciativa, porém a mesma, embora parecida em certos aspectos com a do Software Livre, possui pontos primordiais diferentes), com o Software Privativo e com qualquer outro tipo de computação que existe por ai que eu desconheço.

Porém, a partir do momento que você usa a sua liberdade de escolha e toma uma decisão, você automaticamente deixa de possuir essa liberdade. Você decidiu seguir um caminho! E as suas opções são: seguir ele ou parar de segui-lo, qualquer outra coisa será uma variante dessas duas…

Complicou não é?

Vamos a alguns exemplos.

Na década de 1980 quando o Stallman não conseguiu mais se adequar ao modelo computacional que seu trabalho no MIT lhe propunha, ele decidiu com a liberdade de escolha dele, criar uma alternativa aquele modelo computacional e começou a base do que seria (em 1983) o Movimento do Software Livre, movimento do qual eu sou adepto e milito em prol. Stallman perdeu a liberdade de escolha dele quando decidiu qual caminho trilhar…

Lá entre 1998 e 1999, Bruce Perens e Erc S. Raymond fundara a OSI (Open Source Initiative) como um modelo dicidente do Software Livre! Eles trilhavam caminhos diferentes, usaram sua liberdade de escolha e começaram a trilhar o caminho do Software Livre, decidiram que aquele caminho não batia direito com seus ideais e deixaram de seguir ele… criando assim um caminho próprio…

E da mesma forma que essas pessoas usaram a liberdade de escolha delas (que a Microsoft usou como jargão para seu maravicalamitoso Windows98) eu usei a minha e decidi seguir o movimento fundado pelo Stallman… após tomar essa decisão, eu abri mão da minha liberdade.

O problema todo é que, para nós que tomamos essa decisão conscientemente, isso é algo extremamente claro e objetivo! Tem de ser! Se você resolve se associar a um movimento chamado Software Livre em uma sociedade que prega a Liberdade de Escolha, a sua decisão e o que ela acarreta tem de ser algo muito claro! Infelizmente, nem todos conseguem dissociar uma coisa da outra… possivelmente pela confusão de nomes ou talvez por falta de vontade de entender, não sei…

Um exemplo disso é a forma que as comunidades anti SL (não vou chama-las de pró OSI ou pró Microsoft ou pró qualquer outra coisa, porque generalizar não é bom), essas comunidades anti SL tem em seus membros uma pulga enraizada de tal forma que textos vindos de militandos do Software Livre, simplesmente por ser a favor de algo que eles são contra, se tornam uma fronta pessoal… Citando aqui como exemplo o episódio do FLISOL sem Ubuntu, onde várias pessoas (incluindo eu mesmo) publicaram textos em prol da não inclusão da distro da Canonical em um festival de instalação de Software Livre. Do nada, após a divulgação dos textos, quaisquer um que tivesse postado era alguém que estava atrasando o crescimento do Software Livre, pois a Canonical isso, a Canonical aquilo… e a grande maioria da massa chorumesca (aquela que só quer ser hater sem buscar argumentações saudaveis) começou a tentar diluir o movimento #semUbuntu tentando diminuir a importância do mesmo.

Não é bem assim…

#semUbuntu e #maisGNU, embora tenha dois nomes diferentes, é um único movimento formado por militantes do Software Livre que enxergam que o movimento tem perdido sua força ao longo dos anos, mesmo em eventos onde o próprio movimento era o foco. E esse movimento pró software livre decidiu começar uma militância em prol de uma limpeza da distribuição GNU/Linux não livre distribuida pela Canonical, simplesmente por ela ser a mais usada e com viés empresarial (diferente do CentOS, Fedora ou qualquer refisefuqui de Ubuntu menor que são guiadas por comunidade). A militância do #semUbuntu / #maisGNU é, sempre foi e sempre será em prol do software livre e de sua representatividade.
Isso quer dizer que o #semUbuntu não dá a mínima para OpenSUSE, Fedora, CentOS, Elementary ou qualquer outra distro que distribua o kernel linux não limpo de blobs e uma pá de software proprietário por omissão em sua instalação? De forma alguma! Somos #semUbuntu sim! Mas somos sempre #maisGNU!
Isso quer dizer que quanto mais software livre, melhor! Tanto é que, estou nesse momento escrevendo esse texto usando o gedit em um trisquel rodando em um thinkpad x60s com libreboot que é meu equipamento padrão de trabalho, e quer saber de uma coisa? A sensação para mim, enquanto ativista de Software Livre, é quase divina…

Aproveitando esse texto que tem como objetivo terminar de vez com algumas confusões, quero também deixar um adendo aqueles que tentam ferir ativistas de software livre com a falácia de que, sem hardware livre não há software livre.

Assim como Liberdade de Escolha e Liberdade de Software são duas coisas completamente diferentes, Liberdade de Software e Liberdade de Hardware também o são.
A liberdade de software depende da comunidade para acontecer. Uma vez que exista software livre, desenvolvedores escrevendo programas e pessoas usando, o software livre está vivo.
A liberdade do hardware depende exclusivamente de modelos mercadológicos. Se uma fabricante decide ou não abrir o source de seus perifericos para a comunidade e deixa-los ou não sob as quatro liberdades, é uma escolha da fabricante, escolha essa que para eles é uma questão simplesmente monetária.

Pense comigo, a Intel estaria mais interessada hoje em liberar os esquemas da sua próxima linha I7 para a comunidade e correr o risco da AMD pegar esses esquemas, melhora-los e fazer uma linha nova de processadores ou seria de maior interesse manter esses esqueme a 37 palmos do chão? Não estou dizendo que concordo com essa visão, e sim expondo uma de muitas barreiras.

Em todo caso, o fato é, A existência da liberdade do software independe da liberdade do hardware, depende sim da amigabilidade do mesmo, como é o caso desse thinkpad x60s que estou usando. Após flashear o libreboot nele, tive de abrir a criatura e trocar a placa wi-fi por uma que fosse amigavel a firmware livre, libertar meu netbook das algemas da BIOS (Software proprietário) por algo livre, me permitiu efetuar uma troca de hardware, de um que não funciona com firmware livre, por um que funciona! O Software Livre independe do hardware livre!

Espero que esse texto tenha clarificado a mente de alguns de vocês sobre as diferença entre a liberdade de software, a liberdade de escolha e a liberdade de hardware.

Elas são coisas diferentes, independem uma da outra e (se tratando da liberdade de software e de escolha) não são comutáveis.

Por hoje é isso, fiquem na paz e até a próxima.

 

 



Porque #semUbuntu e não #semOutras?

17 de Novembro de 2015, 10:06, por Sanzio Godinho

Por Anahuac de Paula Gil

A campanha #semUbuntu foi criada no fim de 2014 com o objetivo de pressionar o FLISOL - Festival Latino Americano de Instalação de Software Livre a instalar Software Livre. Sim você leu direito. Por mais incongruente que possa parecer, a maioria dos voluntários que fazem do FLISOL o maior evento de Software Livre do Mundo, andam instalando muito mais softwares não livres do que eles mesmos imaginam. Isso porque o Ubuntu traz consigo, embutido, diversos softwares não livres. E o Ubuntu era, disparado, o campeão de instalações no FLISOL.

A campanha foi um sucesso, contando inclusive com o apoio explícito do Coordenador Geral do FLISOL Brasil, Thiago Paixão. Diversas cidades aderiram a um FLISOL 100% #semUbuntu e se recusaram a distribuir essa versão pouco livre do GNU/Linux. Outras optaram por não serem tão disciplinadas, mas mantiveram uma distância prudencial dela e outras, por desvio ideológico, optaram por continuar disseminando software não livre dizendo aos iniciantes que é sim livre.

A reação por parte da maior e mais apaixonada comunidade de Software Livre era esperada, afinal de contas a maioria dos seus participantes se importam muito pouco com o Software Livre em si. Trata-se de um grupo de novos e velhos usuários que estão mais focados no pragmatismo do bom funcionamento dos programas na plataforma escolhida. Assim, argumentos como "eu só quero que funcione bem" e "tem é que ser bonito e estável" são apresentados como fundamentos para justificar os softwares não livres embutidos no Ubuntu. Tolinhos.

O que surpreendeu foi a casta de ativistas mais experientes, que um dia foram arraigados defensores da liberdade do usuário e que foram dilatando sua complacência com os argumentos mercadológicos do Open Source, reagindo como retrógrados e reacionários, chegando ao ponto de apelar ao famigerado argumento da "Liberdade de Escolha". Esse tema eu tratei com detalhes neste outro artigo: Liberdade de Escolha é o GNU!

O outro argumento é o de tentar colocar o Ubuntu em pé de igualdade com as demais distribuições. Deixemos claro que Ubuntu não está no patamar do Fedora, openSuse, Debian, Arch e Gentoo. Essas últimas são distribuições comunitárias com mais ou menos aporte financeiro de empresas, mas não são distribuições comerciais. Ubuntu deve ser tratada como uma distribuição comercial, como a RedHat e SUSE. Não há comunidade de desenvolvedores fazendo as releases. A Canonical tem uma equipe de marketing excelente e conseguiu se fazer passar por uma distribuição com apelo social quando, na verdade, é uma empresa buscando ser rentável. E antes que este argumento seja taxado de anti capitalista me permitam esclarecer: o problema não está em ser uma empresa querendo ganhar grana, o problema é se fazer passar por algo que não é.

Então manter um kernel recheado de softwares não livres e mais alguns programas não livres no Ubuntu, é uma decisão comercial. Evitar confrontos com os fabricantes de notebooks e computadores do mundo, aceitar os drivers privativos, fazer acordos para repassar as pesquisas feitas no desktop para empresas terceiras, enviar cópias de CD's gratuitamente para o mundo todo, fazer parcerias com a Microsoft e financiar grupos de fãs, são decisões estritamente comerciais. E por isso, devem ser tratadas com o distanciamento inerente a um negócio. Propaganda enganosa é crime, ao menos no Brasil.

E quanto as distribuições comunitárias - Fedora, openSuse, Debian, Arch, Gentoo, etc? Essas, em maior ou menor grau, distribuem ou facilitam demais a instalação e execução dos firmwares/drivers/blobs e muitos outros softwares não livres e, por mais que se faça força para justificar, elas estão incorrendo no mesmo erro: distribuindo software não livre e dizendo que são Softwares Livres quando não são 100% Livres. Mas a razão não é comercial, é puro desvio ideológico. Lentamente essas distribuições foram cedendo aos encantos da complacência e do "comportamento de manada", fosse para não perder sua fatia de usuários, fosse para garantir compatibilidade com os últimos recursos oferecidos pelas novas gerações de processadores e placas aceleradoras de vídeo, fosse pela compatibilidade com os fabricantes das placas wifi, fosse pelo comodismo e displicência em ter que vasculhar, depurar e separar os softwares não livres, fosse pelo trabalhão que dá para limpar um kernel dos seus drivers não livres.

É claro que a critica às comunidades de desenvolvedores das demais distribuições tem que ser mantida, mas o tom é de apelo. Por favor relembrem os motivos que os levaram a iniciar seus projetos. Por favor coloquem a liberdade do software e de seus usuários em primeiro lugar. Por favor parem de distribuir softwares não livres. Por favor retomem a militância revolucionária do Software Livre. Por favor não facilitem a instalação de softwares não livres. Por favor não confundam seus usuários fazendo-os acreditar que a compatibilidade com o hardware redime o uso de softwares não livres. Por favor reconstruam suas comunidades e estabeleçam como meta serem 100% livres.

Se você é um usuário, entusiasta ou desenvolvedor de uma dessas distribuições, cobre, faça, mobilize no sentido de limpar os softwares não livres. É a sua indignação que fará o rumo ser mudado na direção certa. E se não houver reação, então pode ser a deixa perfeita para trocar seu "linux" por uma distribuição GNU.

A única força capaz de reverter o entreguismo do kernel linux, exercendo pressão sobre os fabricantes de hardware, é uma ação conjunta e coordenada de todas as distribuições comunitárias se negando a distribuir softwares não livres e explicando a todos os motivos.

Nesse momento a campanha #maisGNU terá suplantado a #semUbuntu e nós todos, juntos, teremos vencido.

Saudações Livres!



A importância da certificação na carreira de TI

1 de Outubro de 2015, 10:50, por Sanzio Gomes Godinho - 0sem comentários ainda

A concorrência acirrada no mercado de trabalho atual faz com que a seletividade em busca de mão-de-obra qualificada seja cada vez maior e obriga os profissionais e estarem sempre se atualizando e buscando aprimoramento para seus conhecimentos. De pouco vale uma ampla capacitação se o profissional não tem formas concretas de provar isso. A prática muitas vezes pode mostrar o potencial de alguém, mas a maioria dos contratantes não dá prosseguimento sem um bom documento que comprove tais destrezas.

A acreditação profissional, que resumidamente pode ser descrita como o reconhecimento público de capacidade para exercer algo, é inexistente no setor de TI. A alternativa para estes profissionais é buscar opções de certificação de suas competências, ato imprescindível para quem almeja uma carreira de sucesso atuando na área.

Certificação LPI

Linux Professional Institute, LPI, é uma organização sediada no estado americano da califórnia, sem fins lucrativos. seus trabalhos voltados desde 1999 ao sistema linux gerou reconhecimento internacional por parte de empresas, empregadores e profissionais ti, para um programa certificação gnu linux. o grande diferencial, que coloca esta em patamares superiores, a neutralidade com realizada. as provas do lpi são realizadas base standard base, conjunto mantém toda compatibilidade entre diversas versões operacional. Os testes LPI são atualmente aplicados por todo o mundo com apoio de fabricantes, empresários e instrutores e a organização é reconhecida por ser a primeira no mundo a agir em prol do uso profissional do sistema Linux, muito por causa de sua afamada certificação profissional.

Certificação e graduação: como elas influem na carreira de TI

Atualmente no Brasil, a graduação ainda possui um peso mais relevante quando colocado para disputa no mercado de trabalho. A faculdade é um lugar onde o objetivo é não apenas ensinar assuntos específicos, como também ampliar o campo de visão dos estudantes e mostrar-lhes que o mundo é mais complexo do que se pensa. Lá, as pessoas são treinadas para pensar sobre outras alternativas e ter uma visão de maior questionamento acerca dos temas.

A certificação, embora um pouco menos valorizada, é algo de extrema importância e indispensável para um bom profissional. De forma a complementar o estudo e criar profissionais especialistas para áreas específicas, as certificações podem ser a ferramenta ideal para aqueles que souberem fazer bom uso dela. Jovens no início de carreira, que ainda possuem dúvidas para o seu futuro profissional, podem tranquilamente optar pela certificação, tendo os prós de ser algo de retorno mais rápido que mostrará se o caminho escolhido foi certo ou não, fazendo com que mudanças a curto ou médio prazo sejam mais fáceis.

Profissionais com certificação podem ser tão bem sucedidos quanto os graduados, dependendo apenas deles para atingir os níveis desejados. Mas não pense que um certificado pode ser a chave para tudo, muito trabalho e estudo constante devem fazer parte da vida de qualquer bom profissional para sempre. O mercado evolui rápido e cabe a cada um acompanha-lo na mesma velocidade, pois apenas assim poderão alcançar seus objetivos. Com graduação ou certificação, o que importa realmente é o que se deseja, a determinação que se tem e a capacidade de construir um grande profissional.



Por que monitorar a rede da sua empresa?

1 de Outubro de 2015, 10:45, por Sanzio Gomes Godinho

Empresas que têm a área de tecnologia da informação bem planejada e alinhada com seu negócio tem mais chances de atingir o sucesso, mesmo quando o foco principal não seja TI. Por causa disso, o monitoramento de rede em tempo real tornou-se indispensável na gestão das organizações que já se atentaram para a importância cada vez maior do segmento. Algum setor da sua empresa já parou alguns minutos (ou mesmo horas) devido a alguma indisponibilidade da infraestrutura de TI? Se sim, você certamente sabe que a perda de informações e paradas dos serviços - ainda que momentâneas - afetam negativamente a continuidade do negócio e a produtividade da equipe

Já quando alguém começa a monitorar a rede da empresa, é possível captar informações sobre os sistemas e equipamentos rapidamente, de modo sintético, preciso e confiável. Assim, as tomadas de decisão do gestor na hora do planejamento, adequação da área de TI ficam mais rápidas e assertivas. Outro benefício é a verificação constante do desempenho de serviços e a resolução de problemas mais rapidamente, como conectividade e integração de plataformas.

O que é monitoramento de rede?

É verificar o funcionamento de todos os serviços e equipamentos disponíveis na empresa relacionados à estrutura de rede. Para isso, os profissionais de TI utilizam ferramentas capazes de monitorar funcionamento adequado da rede, enviando relatórios e alertas aos administradores. Dessa forma, falhas são prevenidas e/ou corrigidas antes mesmo de serem notadas pelos usuários da rede, mantendo a estabilidade do ambiente computacional e o desempenho da equipe.

Por que monitorar a rede da sua empresa?

Redes têm a tendência de ser tornar cada dia maiores, mais complexas e críticas para as organizações. Ao planejar ummonitoramento adequado para uma determinada empresa, o gestor de TI pode acompanhar a “saúde da rede” e, principalmente de antecipar a possíveis falhas ou a queda de performance. Esses problemas geralmente resultam em menor produtividade dos setores que dependem da TI, ou seja, praticamente todos. Por isso, é preciso considerar constantemente a eficácia no funcionamento dos equipamentos e serviços da corporação. Outro ponto importante a ser destacado é a necessidade de conhecimentos específicos de configuração por parte do profissional responsável pelo monitoramento.

O que deve ser monitorado?

  • Recursos (hardware/suprimentos)
  • Serviços
  • Aplicações
  • Equipamentos de rede
  • Segurança da informação

Prevenir é melhor que remediar

Um dos maiores benefícios de monitorar a rede da sua empresa é a possibilidade de prevenir problemas na rede antes de acontecerem. O aumento no uso das redes de computadores acaba gerando ainda mais problemas na rede. Certamente você já se deparou com dezenas de reclamações dos usuários quanto ao acesso lento em horários de pico, indisponibilidade no sistema, problemas em downloads e em acessos em geral. Tendo isso em vista, detectar qualquer problema na rede antes que o usuário possa notar a falha torna-se meta diária de qualquer gestor de TI bem preparado e atualizado. As ferramentas existentes para monitoramento de sistemas e servidores tornam o profissional capaz de analisar processos e serviços para identificar o mais cedo possível qualquer falha.

Registrar erros

Quando não for possível evitar uma falha, lembre-se da importância de registrá-la para que não ocorra novamente. Dessa maneira, mesmo que dessa vez o erro tenha prejudicado a empresa, na próxima vez certamente será detectado com antecedência garantindo a produtividade, segurança e continuidade dos negócios da organização.

Em suma, o aumento na utilização das redes torna o monitoramento de redes indispensável. Além de evitar custos desnecessários e fornecer resposta e resolução de incidentes cada vez mais rápidos, o monitoramento melhora a confiabilidade e segurança dos dados e recursos disponíveis aos colaboradores.



Saiba a importância de fazer backup dos servidores

1 de Outubro de 2015, 10:43, por Sanzio Gomes Godinho

O termo backup é muito conhecido por toda pessoa que trabalha na área de tecnologia e remete de uma maneira simples a cópias de segurança.

Geronaitis, em seu livro Controlling the Data Mountain, menciona que com o aumento do volume de dados, as organizações têm enfrentando alguns desafios, pois o orçamento para gerenciamento desses dados não acompanha o crescimento da quantidade de informações. O autor também menciona as exigências legais cada vez mais rigorosas impostas pelo governo, bem como considerações de recuperação para continuidade dos negócios.

Essa preocupação de Geronaitis evidencia a importância da criação de uma boa estratégia de backup e do bom conhecimento das diversas ferramentas disponíveis. Mas primeiro, você sabe quais são os tipos de arquivos que devem estar presentes no backup?

O que colocar no backup?

Primeiramente, arquivos pessoais de clientes e dados de colaboradores. Sistemas operacionais e arquivos de aplicação demandam cautela, pois podem carregar os mesmos problemas que causaram a perda dos arquivos originais. Faça backup desses arquivos quando tiver certeza que estão isentos de problemas.

Conceda uma atenção especial ao backup de projetos em diversas fases de seu desenvolvimento. Isso facilita a identificação de pontos de alteração mal sucedidos e permite um fácil desmembramento do projeto em vários projetos diferentes quando necessário.

Se a quantidade de dados não é crítica, a regra de ouro é sempre errar para uma maior quantidade de dados seguros, nunca para menos. A seguir enumeramos as vantagens e os diferentes tipos de backups.

Porque fazer e como fazer backups?

O acesso a informações passadas e ao histórico de modificações são vantagens já bem conhecidas da realização de um backup. Há ainda exigências legais que demandam a preservação de dados por um determinado período de tempo. Veja estes três principais métodos de realização de backups:

  • Backup completo: Os backups podem ser efetivamente a cópia de todos os dados presentes nos servidores, necessitando de muito espaço de armazenamento e tempo para restauração.
  • Incremental: no qual somente os arquivos novos ou modificados desde a última execução do backup são transmitidos. Neste modelo o espaço ocupado com o armazenamento é menor e o tempo para restauração é maior. Recomendado para perfis que incluam grandes arquivos e que sejam atualizados com frequência, como base de dados SQL.
  • Diferencial: somente os arquivos novos ou modificados desde o último backup completo são transmitidos. O espaço é maior e o tempo para restauração é menor.

Essas três modalidades podem ser executadas tanto em ambientes físicos localizados na própria empresa, como de forma remota, na nuvem. O backup na nuvem evita danos causados por catástrofes (alagamentos, incêndios, descargas elétricas, vazamentos), problemas ambientes (gases, falta de energia, umidade) e comportamentais (limpeza mal realizada, ação criminosa, sabotagem, sequestro de dados).

Cabe um adendo acerca do sequestro de dados. Esse novo tipo de ataque acontece em ambientes pouco seguros, onde um criminoso toma controle dos dados, geralmente executa uma compactação e criptografa o pacote. Após isso, entra em contato pedindo um "resgate". Caso haja backup e este esteja bem seguro, esse tipo de ataque não será bem sucedido.

Para finalizar, mantenha sempre uma boa organização e não pense que “não terá problema se passar um dia sem fazer o backup que está programado”, pois provavelmente nesse dia acontecerá um imprevisto. Tenha em mente também que apenas um backup não é o suficiente.

Mantenha sua estratégia vigente para que haja alta disponibilidade, crie uma checklist e sempre verifique a integridade de seus arquivos após a realização dos backups.



5 motivos para utilizar o LibreOffice

1 de Outubro de 2015, 10:40, por Sanzio Gomes Godinho

O LibreOffice é uma suíte de escritório livre e de código aberto, desenvolvido pela The Document Foundation. Ele surgiu de uma ramificação do OpenOffice.org em 2010, que era uma versão de código aberto do StarOffice anteriormente. A suíte LibreOffice compreende programas para processamento de texto, a criação e edição de planilhas, apresentações de slides, diagramas e desenhos, trabalhando com bancos de dados, e compor fórmulas matemáticas.

Abaixo listamos 5 motivos fortes para você começar a utilizar o LibreOffice no seu dia a dia, na sua casa ou na sua empresa. Acompanhe!

1 - Ferramentas para tudo:

O LibreOffice é um conjunto de ferramentas de uso profissional ou doméstico ideal para quem quer uma suíte de escritório para o dia a dia e não deseja ferramentas desatualizadas e independentes.

No LibreOffice existem ferramentas para tudo o que você precisa, entre elas:

LibreOffice Writer:

Libre Office

O Writer é o processador de texto do LibreOffice e é um software similar ao Microsoft Word. Com o Writer é possível criar desde textos simples, até textos com padrões complexos, com imagens, tabelas, anotações, estilos e numeração de páginas. Sua interface lembra o Word na versão 2000 e as barras de ferramentas são personalizáveis assim como todos os outros softwares que acompanham o pacote LibreOffice.

LibreOffice Calc:

Treinamento Libre Office

O Calc é o editor de planilhas eletrônicas do LibreOffice e é um software similar ao Microsoft Excel. Com o Calc é possível criar planilhas e gráficos de todos os tipos, com imagens, formatação de texto e bordas. Sua interface lembra o Excel 2000 e as barras de ferramentas são personalizáveis assim como todos os outros softwares que acompanham o pacote LibreOffice.

LibreOffice Impress:

Curso Libre Office

O Impress é o criador de apresentações do LibreOffice e é um software similar ao Microsoft Power Point. Com o Impress é possível criar apresentações de todos tipos, com diversos slides, imagens, formas, animações e transições. Sua interface lembra o Power Point 2000 e as barras de ferramentas são personalizáveis assim como todos os outros softwares que acompanham o pacote LibreOffice.

LibreOffice Base:

Libre Office

O Base é um gerenciador de banco de dados do LibreOffice e é um software similar ao Microsoft Access. Pelo Base é possível gerenciar servidores de banco de dados simples, como o que vem por padrão (HSQLDB – Feito em Java), porém é possível conexão a base de dados relacionais, tais como MySQL ou Oracle. Também é possível se conectar a bases de dados criados no MS Access. Sua interface não é muito parecida ao MS Access, porém é fácil e intuitiva, ideal para quem quer criar apenas um banco de dados simples e sem frescura.

LibreOffice Draw:

Curso Online Libre Office

O Draw é um criador de desenhos vetoriais e gráficos do LibreOffice e é um software similar ao Microsoft Visio e até mesmo o Corel Draw. Com o Draw é possível criar desenhos vetoriais, gráficos, fluxogramas, diagramas e colagem de fotos. Com uma interface limpa, o Draw é mais parecido com o Power Point do que com o Visio propriamente dito.

LibreOffice Math:

Treinamento Online Libre Office

O Math é um criador de fórmulas matemáticas do LibreOffice. Não existe um software especifico do pacote da Microsoft para essa solução, pois a solução de fórmulas matemáticas está incorporada nas próprias soluções. No LibreOffice é possível usar o Math incorporado aos demais software do pacote, assim como é feito no pacote MS Office.

2 - Interface intuitiva:

Libre Office

Toda a interface do LibreOffice é padronizada, assim como acontece com o Microsoft Office. Conjuntos e ícones e funcionalidades são semelhantes em toda a interface do usuário.

As teclas de atalho são diferentes dos utilizados em outras soluções, porém são bem simples de memorizar.

Exemplos:

Ctrl+S no LibreOffice é para Salvar, no Microsoft Office é para deixar Sublinhado.

Ctrl+F no LibreOffice é para localizar (combinação comum utilizada em outros programas), no Microsoft Office é Ctrl+L.

3 - Leve, portátil e multiplataforma:

O LibreOffice pode ser instalado e utilizado de uma forma portátil, sem necessidade de instalação no computador de uso.

Libre Office

https://pt-br.libreoffice.org/baixe-ja/portable-versions/ Há versões para diversos sistemas operacionais e arquitetura de hardware, se adequando conforma a plataforma a ser utilizada.

Libre Office

https://pt-br.libreoffice.org/baixe-ja/libreoffice-stable/

4 - Compatível com documentos Microsoft Office:

O LibreOffice é compatível com todos os formatos gerados pelos aplicativos Microsoft, inclusive os documentos mais antigos, tais como DOC, XLS e PPT.

O suporte está sendo melhorado para novos formatos do Microsoft Office, pois a Microsoft resolveu liberar o SDK OOXML sob uma licença livre, onde qualquer um poderá ler e estudas suas especificações, sendo assim, logo o LibreOffice poderá abrir documentos do MS Office sem perder formatações e características do documento final.

O LibreOffice utiliza por padrão o formato OpenDocument (ou OpenDocument Format – ODF, no original em inglês), que constitui em um padrão aberto para o armazenamento de documentos, que tem como o objetivo de garantir a longevidade do conteúdo do documento, a interoperabilidade entre aplicativos e a independência de fornecedores.

O padrão ODF foi criado e é mantido pela OASIS (Organization for the Advancement of Structured Information Standards), organização internacional criada com o objetivo de desenvolver e promover padrões digitais para uso na Internet. Através de comitês técnicos, a OASIS desenvolve especificações que compõem o padrão.

Ainda existem muitas justificativas de utilização do formato ODF, entre os vários aspectos que justificam o uso do formato OpenDocument, destacam-se:

  • Garantia de continuidade e longevidade dos documentos: Com o uso do ODF, os documentos de textos, planilhas e apresentações têm sua abertura garantida através da especificação padronizada, mesmo depois de anos.
  • Independência de fornecedores de aplicativos: A utilização do formato ODF desvincula o usuário de um determinado fornecedor de software. Com a possibilidade de utilização de vários aplicativos que utilizam o formato, a concorrência passa a ser baseada em qualidade técnica e funcionalidade, em vez da seleção dos aplicativos com base em requisitos ultrapassados definidos pelos formatos proprietários.
  • Fomento à adoção de padrões pelo mercado de tecnologia da informação no Estado: A adoção do formato ODF também estimula os diversos segmentos da economia para o uso de padrões, em especial o segmento dos fornecedores de soluções tecnológicas, que, dessa forma, passam a aderir aos padrões mundiais.
  • Independência de fatores legais e econômicos relacionados à propriedade intelectual: Com o ODF, diminui o risco da dependência dos aplicativos e formatos de documentos quanto à fatores do mercado (fechamento/compra/venda de empresas fornecedoras de tecnologia e detentoras dos direitos legais sobre formatos de arquivo não padronizados).

5 - Tudo isso é grátis:

O LibreOffice é um software de código aberto e grátis. Pode ser instalados em diversos computadores e ser utilizado para qualquer finalidade. Baixe e instale agora a melhor versão para o seu uso. Crie e mostre o seu trabalho ao mundo!

E você, já está usando o LibreOffice? Se não, comece a usá-lo hoje mesmo!



Como e Por Que Obter Uma Formação Linux Profissional?

1 de Outubro de 2015, 10:35, por Sanzio Gomes Godinho

O Linux é um dos sistemas operacionais mais utilizados no mundo devido ao seu baixo custo, estabilidade, segurança, flexibilidade, entre outros fatores. Dentro do mercado corporativo, o Linux tem assumido uma importância muito grande na medida em que aplicações são desenvolvidas para funcionarem com esta plataforma. Em paralelo a este avanço, é possível observar a dificuldade das empresas em contratar profissionais qualificados para trabalharem com este sistema.

Deste modo, quem deseja atuar na carreira de TI com o foco em Linux, deve se preparar por meio de certificações para suprir a carência deste mercado, além de obter melhores salários. Veja a seguir maiores detalhes sobre certificações Linux. Leia mais!

O que é a Certificação LPI?

O LPI é uma organização criada em 1999 pela comunidade Linux, que desenvolveu um programa de certificações reconhecido internacionalmente por empresas e profissionais de TI.

Dentre as diversas certificações de Linux existentes no mercado, pode-se destacar a LPI como sendo a principal delas, já que não se trata de uma solução especificamente focada em um sistema operacional, mas sim em conhecimentos práticos e teóricos de uma forma geral. A certificação LPI é composta por três níveis, sendo eles:

Nível I - Certificação LPIC - Administrador Linux nível Júnior

Composta pelas Provas: LPI 101 e LPI 102. Para obter o LPIC 1, é necessário ser aprovado nas duas provas.

Nível II - Certificação LPIC - Administrador Linux nível Pleno

Composta pelas Provas: LPI 201 e LPI 202. Para obter o LPIC 2, é necessário ser aprovado nas duas provas.

Nível III - Certificação LPIC - Administrador Linux nível Sênior

Para o nível 3, o candidato se qualifica como "Core" ao ser aprovado na prova LPI 301. Já as provas de LPI 302 a LPI 306 o certificam como especialista. Para obter o LPIC 3, o aluno não precisa ser aprovado nas duas provas.

Há ainda o programa de certificação Linux Essentials, que funciona como uma base preparatória para as três certificações citadas anteriormente. Este modelo não é obrigatório, porém é recomendado para o público iniciante em Linux que almeja as certificações LPI.

Porque se certificar em Linux?

As exigências do mercado corporativo perante aos profissionais de TI, tem sido cada vez maiores com o passar dos anos, e desta forma, a falta de mão de obra qualificada tem sido um dos maiores desafios das empresas para este setor.

Em meio a este cenário, não basta que o profissional tenha somente os conhecimentos, mas é preciso que este os comprove. E desta forma, as certificações de TI tornam-se a melhor maneira de se destacar nesta área, atestando que o profissional possui conhecimentos para exercer determinada função.

Outro fator relevante sobre a importância em se certificar em Linux, está na possibilidade de obter melhores salários. Isto significa que no geral os profissionais certificados recebem em média até 30% a mais do que aqueles que não possuem certificações.

Sobre as Provas

Para quem deseja ficar por dentro das exigências e formatos das provas para a certificação LPI, é possível destacar alguns pontos importantes como:

  • Cada prova é composta por 60 questões, sendo a maior parte de múltipla escolha e as demais dissertativas. O tempo de duração de cada teste é de 90 minutos;
  • Para os casos de certificação de nível Júnior e Pleno, o profissional poderá fazer as provas LPI 102 ou LPI 202 inicialmente. Porém, para ser certificado, precisará obrigatoriamente ser aprovado nas provas LPI 101 ou LPI 201 para obter o certificado de cada nível;
  • A pontuação de cada prova varia entre 200 e 800 pontos, e para ser aprovado o aluno precisará obter a nota mínima de 500 pontos;
  • Em caso de reprovação, o candidato poderá refazer a prova após 7 dias. Sendo reprovado novamente, será necessário aguardar 90 dias para nova tentativa;

Como se preparar?

Quem deseja se preparar para as certificações em Linux, tem a opção de estudar sozinho por meio dos materiais e fóruns existentes na internet. De qualquer modo, para um preparo mais efetivo, recomenda-se que o estudante opte por um curso preparatório em escolas especializadas. Deste modo, é possível contar com materiais adequados, instrutores aptos a lecionar aulas, além do foco nos assuntos que são realmente importantes para a prova.

Outro ponto relevante, é que algumas escolas preparatórias disponibilizam aulas online ou cursos in company, onde os profissionais podem se preparar para as provas, estudando em seus ambientes de trabalho.

Hoje foi possível conhecer a importância das certificações em Linux dentro do ambiente corporativo. Deste modo, o profissional que deseja se destacar na área de TI optando pela especialização em Linux, deve avaliar o peso que as certificações possuem para o seu melhor posicionamento no mercado de trabalho.



Utilizar Linux ou Windows para o servidores de hospedagem?

1 de Outubro de 2015, 10:33, por Sanzio Gomes Godinho

A dúvida sobre qual sistema operacional rodar em seus servidores não é exclusividade de quem está começando na área da TI. Inevitavelmente surge a dúvida entre hospedagens em Linux ou em Windows.

Essa escolha fica ainda mais complexa quando vai além da implementação, envolvendo mudar toda a mentalidade de uma empresa. Mesmo que isso represente retorno financeiro, quando algum investimento ainda deve ser realizado, tudo precisa ser analisado com cuidado.

Então, qual seria a melhor escolha? Vejamos os atributos dos principais sistemas operacionais utilizados em servidores para hospedagem: Linux e Windows. Confira!

Hospedagem em Linux e Windows

Tecnicamente falando, a hospedagem em Linux é indicada quando scripts em PHP, Ruby, Pear, Python ou CGI serão utilizados, assim como banco de dados MySQL.

Hospedagem em sistemas operacionais Windows são indicadas caso sejam utilizados ASP ou ASP.NET, com banco de dados em SQL ou Access. Por isso é sempre interessante verificar qual tipo de aplicativo e como ele foi desenvolvido antes de escolher o tipo da hospedagem. Outro detalhe: quando for HTML os dois sistemas operacionais podem ser utilizados.

O software proprietário Windows tem a característica bem conhecida de ser amigável ao usuário e possuir um centro de apoio técnico. Updates, principalmente de segurança, são lançados frequentemente. Isso torna necessário constantes atualizações, já que quando um updates é lançado, saí também o problema que conduzia aquele bug, mostrando a brecha a potenciais infratores.

Já em matéria de velocidade, tanto servidores Linux como Windows operam da mesma maneira em cargas normais. Contudo, quando em processos simultâneos e de grande tráfego, por ser um software livre o Linux possui uma vantagem devido à possibilidade de alterações conforme a necessidade.

Vantagens do servidor Linux

Servidores Linux são os mais populares, possuindo dessa forma os atributos esperados por desenvolvedores. Já em 2012 consumidores pediam aos principais fabricantes de hardware para servidores por sistemas operacionais Linux.

Em Fevereiro deste ano, a W3Techs publicou uma pesquisa onde analisou 10 milhões de servidores e constatou que 67,8% deles operavam em Unix. Deste valor, 35,9% era Linux especificamente, contra outros 32,3%.

Esse tipo de dado representa o aumento popularidade de softwares livres, e é decorrente de características como:

Software livre (open source): Sistemas operacionais Opensource possuem uma grande comunidade ativa de membros que facilitam a resolução de dúvidas, lançando constantemente upgrades, funcionalidades e correções.

Flexibilidade: Hospedagens Linux podem ser utilizadas para as mais variadas aplicações: websites blogs, e-commerce e aplicações multimídia, por exemplo. Além disso, como Linux foi criado baseado em GNU (General Public License), há diversas distribuições como Red Hat, Ubuntu e SUSE.

Preço: Empresas que fornecem serviços de hospedagem como a Amazon, utilizam uma variação de Linux. Com esta opção, ao não pagar licenças de software, conseguem diminuir drasticamente o valor cobrado por seus serviços.

Segurança e confiabilidade: Naturalmente, tudo que esteja conectado na rede possui algum nível de risco. Contudo, por ser um software livre e possuir a já mencionada comunidade ativa, quaisquer problemas que são identificados são reportados em fóruns e os desenvolvedores podem realizar as alterações de segurança necessárias.

A necessidade atual de DevOps

Ao escolher um determinado operacional, empresas encontram um problema: pessoal capacitado. Isso conduz tais empresas a muitas vezes realizarem o caminho inverso, que é observar as capacidades do corpo técnico e adquirir o sistema operacional que mais se adequa a essas capacidades.

Este não é um bom método. A empresa perde muito com esse tipo de decisão. Então uma das prioridades atuais é contratar corpo técnico habilitado a lidar com as melhores ferramentas disponíveis.

Isso é um prato cheio para quem trabalha em TI e quer melhorar de carreira. Enquanto desenvolvedores farão com que os servidores estejam o mais rápido possível atuantes, sysadmins trarão à empresa em que trabalha a confiança de rodar servidores em Linux sem a preocupação de que serviços básicos ficarão fora de operação. Quando estas duas capacidades são conduzidas em conjunto, surge a figura do devops. Para mais informações da importância de DevOps clique aqui.

As já mencionadas vantagens de utilizar servidores Linux somente serão aproveitadas em sua totalidade se o corpo técnico não tiver problemas em acompanhar o andamento do sistema e souber o que deve ser alterado. Outro ponto importante é que, conforme todas hospedagens vão pra nuvem, o profissional deve estar atento e estudar mais sobre essa tendência.

Se você faz parte do comitê gestor de uma empresa, considere servidores Linux. Se você é um profissional considere aprender mais sobre esse sistema operacional.



5 motivos para usar um software livre em seu negócio

1 de Outubro de 2015, 10:29, por Sanzio Gomes Godinho

Todo programa de computador é desenvolvido com linguagens específicas, que na maioria das vezes, seus desenvolvedores optam por não divulgar os códigos fonte, além de cobrarem pelas licenças dos softwares.

Por outro lado, é possível observar uma mudança neste padrão com a criação de Softwares Livres (conhecidos também com Open Source) em que é possível executar, distribuir, modificar e repassar alterações dos códigos sem a necessidade de permissões do criador original. Além disso, o Software Livre representa um conceito de comunidades que atuam em conjunto, compartilhando conhecimentos e códigos fonte.

Mas afinal, quais são as vantagens em optar por Softwares Livres no ambiente corporativo? Pensando neste assunto, separamos 5 razões para se optar por essa modalidade de software em seu negócio.

5 vantagens do Open Source

1 - Custo benefício

A compra de softwares e aquisição de licenças é considerada um dos maiores gastos de TI dentro das empresas. Deste modo, quando se opta por Softwares Livres, é possível reduzir grande parte destes gastos, sendo necessário somente o investimento na implementação destes softwares.

2 - Personalização

Outra razão para optar pela modalidade Open Source está na possibilidade de personalizar o software conforme a necessidade da empresa, o que torna-se impossível com o uso de softwares com códigos fechados.

Com isso, além de ter o benefício de custos, a empresa tem a liberdade para ajustar a codificação conforme desejado.

3 - Segurança

A segurança da informação também é um fator muito preocupante para empresas. Desta forma, ao optar pela modalidade de Softwares Livres é possível obter o benefício de contar com uma comunidade que está constantemente em busca de falhas, passando a testar as codificações e ajustá-las sempre que necessário.

4 - Opções de fornecedores

Quando se opta por Softwares Livres, é possível se libertar da dependência dos desenvolvedores de softwares pagos no que se refere a espera para recebimento de pacotes de atualizações, requisitos para instalação de softwares, preços, calendários de fornecimento, entre outros fatores que podem até mesmo gerar atrasos em projetos empresariais.

5 - Fiscalização

Outra vantagem em optar por Softwares Livres está em se isentar da burocracia referente à fiscalização da empresa com relação ao uso incorreto de softwares pagos. Neste caso, o uso incorreto por ser definido como um software pirata, uma licença expirada ou até mesmo a distribuição incorreta de uma licença adquirida, além da necessidade do controle de inventário de licenças da empresa.

Implementação de Softwares Livres

Uma vez conhecendo as razões e os benefícios de se optar por Softwares Livres dentro do ambiente empresarial, é preciso observar que o processo de implementação exigirá conhecimentos por parte da equipe de TI.

Nesta etapa, recomenda-se que a gerência de TI avalie a capacidade técnica de sua equipe para atuar não só na implementação, mas também no gerenciamento destes softwares.

Desta forma, com o objetivo de formar uma equipe capacitada, recomenda-se optar por treinamentos adequados como cursos in company, por exemplo. Com isso, é possível obter cursos presenciais na própria empresa e de acordo com as necessidades específicas, além de conteúdos personalizados, cronogramas flexíveis e disponibilização de conteúdos de acordo com o grau de conhecimento dos integrantes, criando assim uma equipe apta a atuar com softwares Open Source.

Vale destacar que a implementação de softwares Open Source deve ser um assunto discutido pela gestão de TI aliada à gestão corporativa, onde deve ser observado não só os benefícios desta modalidade de softwares, mas também os requisitos necessários para sua implementação.

Além disso, para que haja êxito na implementação e gerenciamento destes softwares, é essencial que a equipe de TI possua um preparo adequado, sendo recomendada neste caso, a opção por cursos in company, por se adequarem às necessidades da empresa de acordo com o projeto a ser desenvolvido.



Softwares Livres oferecem mais segurança e melhor custo-benefício.

26 de Setembro de 2015, 1:00, por Sanzio Gomes Godinho

Em uma era em que a vida do ser humano depende cada vez mais da tecnologia, é importante tomar cuidados fundamentais. Garantias de segurança e a liberdade de poder escolher, entender e alterar aquilo que se usa são apenas alguns dos motivos que levam usuários a substituírem programas proprietários por aplicativos e sistemas operacionais de código aberto. Os chamados softwares livres são cada vez mais comum em empresas e oferecem ao usuário final mais segurança a um custo-benefício praticamente imbatível.

Com os programas de codigo livres, o usuário tem acesso ao código e consegue ver tudo o que acontece. No caso dos softwares proprietários, a gente simplesmente os usa. O software livre é produtivo, útil e não tem custo, é possivel ver o codigo por baixo, fazer alterações e melhorias.

Para que um software seja considerado livre, ele precisa estar habilitado sob uma licença livre. Uma das grandes caracteristicas que envolve esse software é o desenvolvimento comunitário. Enquanto empresas têm uma quantidade limitada de funcionários para desenvolver seus programas, um software livre, normalmente, possui seu codigo fonte disponibilizado em algum local na internet, permitindo que qualquer pessoa possa colaborar com correções e implementação de novas funções.

 

Fonte: Correio Braziliense.



Microsoft desenvolveu sua própria distro Linux

26 de Setembro de 2015, 0:12, por Sanzio Gomes Godinho

Apesar de revelar que a Microsoft agora está usando Linux não foi dada uma explicação do por quê da decisão, mas isso mostra que a nova direção de Satya Nadella como CEO mudou drasticamente o conceito de uso de tecnologia pela empresa, algo que seria impensável há tempos atrás agora torna-se verdade, a Microsoft prefere abrir mão do Windows em alguns setores para ter um produto de maior qualidade.